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Auxílio-doença negado: o que fazer? Quando vale a pena entrar com ação?

  • 3 days ago
  • 3 min read

Receber a notícia de que o benefício foi negado pelo INSS é uma experiência angustiante, especialmente para quem está doente e sem condições de trabalhar. A frustração aumenta quando a pessoa sabe que realmente está incapacitada, mas mesmo assim teve o pedido indeferido.


É importante entender que a negativa não significa, necessariamente, que você não tem direito. Em muitos casos, a decisão pode estar equivocada ou baseada em documentação insuficiente. Saber como agir faz toda a diferença.


Principais causas de indeferimento


Um dos principais motivos de indeferimento é a suposta ausência de qualidade de segurado. Isso ocorre quando o INSS entende que a pessoa deixou de contribuir e perdeu o período de graça. 

Outro motivo comum é o não cumprimento da carência mínima exigida, que em regra corresponde a doze contribuições mensais, salvo situações específicas, como acidentes ou doenças graves previstas em lei.


Entretanto, a causa mais frequente de negativa está relacionada à incapacidade, avaliada documental ou através da perícia médica. Muitas vezes o perito reconhece a existência da doença, mas conclui que ela não gera incapacidade para o trabalho. 


Em outras situações, entende que a incapacidade não está suficientemente comprovada ou que os documentos apresentados são frágeis. A apresentação de atestados genéricos, sem detalhamento das limitações funcionais, costuma enfraquecer o pedido.


A qualidade da documentação médica é decisiva. 

Relatórios detalhados, exames recentes, descrição clara das limitações e indicação do tempo estimado de afastamento fortalecem significativamente o pedido.

O atestado médico precisa explicar de forma objetiva porque o segurado não consegue exercer sua atividade habitual, qual o CID da patologia, qual o tratamento realizado, quantos dias estima-se o afastamento, assinatura e carimbo do médico, entre outras informações que o INSS determina.

Informar apenas o diagnóstico, sem demonstrar as consequências práticas da doença na rotina de trabalho, costuma ser insuficiente.


Caminhos a seguir depois da negativa: recurso ou ação judicial?


Quando o indeferimento ocorre, pode ser possível insistir na via administrativa. Isso é recomendável especialmente quando há erro evidente na análise, ausência de documentos que agora podem ser apresentados ou quando surgiram novos exames que reforçam a incapacidade.

O recurso administrativo permite uma reavaliação sem necessidade imediata de ingressar com ação judicial, mas nem sempre é suficiente para reverter a decisão da autarquia.


Por outro lado, há situações em que o caminho judicial se mostra mais adequado. Quando o INSS mantém a negativa mesmo diante de laudos consistentes, quando o segurado já apresentou recurso e teve novo indeferimento ou quando a pessoa está há longo período sem renda, a ação judicial pode ser a alternativa mais eficaz.


No processo judicial, o juiz nomeia um novo perito para realizar nova avaliação médica. Essa perícia costuma ser mais detalhada e técnica do que a realizada administrativamente. 


O advogado pode formular perguntas específicas ao perito e acompanhar o procedimento. Caso a incapacidade seja reconhecida, o juiz poderá determinar a concessão do benefício e o pagamento dos valores retroativos, devidamente corrigidos.


Entrar com ação vale a pena quando há incapacidade real, documentação consistente e indícios de que a negativa foi injusta. Cada caso deve ser analisado individualmente, mas é importante saber que muitas decisões administrativas são revertidas na Justiça.


Ter o benefício negado não significa que o direito não exista. Muitas vezes, significa apenas que ele ainda precisa ser corretamente demonstrado e reconhecido. 


Buscar orientação adequada e agir de forma estratégica pode ser o passo decisivo para transformar uma negativa em concessão.


Por isso, conte conosco para te auxiliar em todas as fases do seu benefício.


Abraços, 

Equipe PA Advocacia.





 
 
 

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